Investimento tradicional, como funcionam

O investimento mais tradicional e também o menos rentável é a poupança. Em economia é comum utilizar o termo poupança como uma forma de contabilizar recursos disponíveis para fazer investimento, com isso um país que tem um alto nível de poupança como o Japão, por exemplo, tem uma alta capacidade para investir, construir, comprar ou emprestar dinheiro.
No Brasil a poupança é sinônimo guardar dinheiro, já explicamos aqui em post anterior, sobre as características e a rentabilidade da poupança, caso não tenha lido favor rever o texto: Como acompanhar a evolução dos seus investimentos ? Este texto tem como finalidade explicar o destino dos investimentos disponíveis nos bancos. Toda vez que uma pessoa ou empresa investe na poupança o destino deste recurso será o financiamento da casa própria, financiamento este destinado ao primeiro imóvel ou a programas sociais como o minha casa minha vida.
Entre os produtos de renda fixa temos os Fundos DI, que são investimentos mais rentáveis que a poupança e que tem como finalidade investir nos títulos públicos, com isso o aplicador coloca o dinheiro no banco, o banco compra títulos do governo e paga um percentual da rentabilidade recebida pelos títulos públicos, por exemplo 92% do CDI, com isso o banco recebe a diferença entre a rentabilidade paga para o aplicado e a rentabilidade recebido pelo governo, diferença esta conhecida como spread bancário, o que pode ser entendido como o lucro que o aplicador deixou de receber e o banco se apoderou.
O CDB – Certificado de Depósito Bancário é atualmente o investimento mais comum de ser oferecido pelos bancos. Este investimento é muito semelhante aos fundos DI, tanto na rentabilidade como na forma de investimento, mas ao contrário dos Fundos DI que compra 100% do valor investido em títulos públicos o CDB possibilita total autonomia para os bancos escolherem a melhor forma de remunerar o investimento, com isso uma pequena parte do saldo das aplicações podem ser destinada para empréstimo para pessoas físicas, empréstimo para cartão de crédito ou cheque especial, melhorando com isso a rentabilidade para o banco. Como o volume de aplicação é muito superior ao emprestado pelo banco a grande maioria do saldo disponível vai para os títulos públicos e o banco recebe o spread.
A melhor aplicação de renda fixa do momento são as Letras de Crédito Agrícola – LCA e as Letras de Crédito Imobiliário – LCI. Em termos de rentabilidade são semelhantes ao Fundo DI e CDB, pagam um percentual do CDI, mas são totalmente diferente na forma ou no destino do valor aplicado. Quando um investidor aplica em LCI ou LCA o destino dos recursos terão que ser o financiamento imobiliário ou o financiamento a agricultura, com isso o banco precisa ter o tomador deste crédito na outra ponta e acaba tendo mais dificuldade no gerenciamento das garantias para não correr risco ao emprestar o dinheiro. A atratividade da LCI e LCA para o aplicador está na isenção de imposto sobre a renda e na garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC de até R$ 250.000,00 caso haja algum problema com o banco emissor das Letras.
É importante ressaltar aqui que o a gestão das garantias do lastro das LCI e LCA é de inteira responsabilidade do banco emissor, com isso quem investe em uma LCI ou LCA não precisa se preocupar como ou para quem o banco vai emprestar, mas sim na qualidade ou no rating do banco emissor e sempre tomar cuidado para não investir mais que o limite de R$ 250.000,00, por instituição financeira, garantido pelo FGC.

05/11/2018

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