O incentivo ao espírito inovador dentro da empresa ajuda a manter o negócio competitivo perante o mercado e a concorrência. É uma estratégia que vem sendo aplicada, com sucesso, por muitas corporações que buscam fazer a diferença.

 

Nem sempre as organizações conseguem ser tão inovadoras como gostariam. Às vezes por falta de tempo, outras por apostas erradas ou, até mesmo, pela visão equivocada do mercado. Na maioria dos casos, os gestores esquecem de olhar para seus próprios colaboradores e as ideias que podem nascer dali. Essa é a base do intraempreendedorismo, um conceito que ganha espaço e experimenta o potencial de alimentar uma cultura organizacional disruptiva, que gera vantagens competitivas.

Profissionais que sustentam um perfil criativo, atento e proativo podem e devem ser incentivados a empreender dentro da empresa em que trabalham. Hoje, o mercado reconhece o valor de aplicar essa habilidade não apenas abrindo um novo negócio. O intraempreendedorismo é uma das principais formas para se aproveitar esse potencial dos colaboradores, rumo aos melhores resultados.

Está interessado em saber mais sobre essa visão e as possibilidades de colocá-la em prática? Siga a leitura do artigo que preparamos sobre o tema.

 

Intraempreendedorismo tem a ver com atmosfera favorável

Até aqui, já temos claro que falamos sobre os times internos empreenderem dentro das empresas, certo? Com o apoio das camadas de liderança, as pessoas que conduzem a rotina das atividades corporativas são incentivadas a criar novas maneiras de realizar suas tarefas, resolvendo problemas, propondo soluções e desenvolvendo processos, ou até mesmo novos produtos e serviços.

Trata-se, portanto, de um perfil de comportamento específico, que demonstra paixão por ideias e criatividade, além da vontade de criar. Nesse caso, o papel da empresa é saber identificar e encorajar os membros do staff que carregam essa veia. Uma pesquisa realizada pela Deloitte Digital aponta que ela pode estar presente em cerca de 20% dos colaboradores.

Apesar de nomes e características em comum, intraempreendedorismo é diferente do empreendedorismo. O empreendedor, necessariamente, é aquele que está à frente da sua própria empresa e tudo que ela representa. Ou seja, tem o papel de assumir os riscos do negócio, se responsabilizando pelos prejuízos, problemas administrativos, gestão de funcionários e tantas outras responsabilidades.

O intraempreendedor, por sua vez, é quem assume essa postura dentro de uma empresa que já existe e foi criada por outra pessoa. Assim, não se submete às demandas burocráticas e tem mais liberdade para criar e propor melhorias. Ao mesmo tempo, é como se esse profissional também exercesse um papel-chave na sobrevivência da corporação de que faz parte, ajudando a criar um espírito inovador e a manter o negócio competitivo, perante o mercado e a concorrência.

Empreender na própria empresa é um ciclo virtuoso

O intraempreendedorismo é muito vantajoso para as organizações, pois, além de gerar mais engajamento dos colaboradores, também ajuda a promover melhorias em processos e operações já existentes. Um dos serviços de e-mail com maior número de usuários no mundo, o Gmail, por exemplo, é fruto do intraempreendedorismo. E não só ele. O botão de curtir do Facebook também. Ambos nasceram da ideia dos colaboradores de empresas altamente inovadoras.

Como é possível perceber, o incentivo ao intraempreendedorismo é uma estratégia super válida, para manter aceso o espírito inovador e o norte de melhoria contínua que permite um alinhamento mais claro entre a atividade corporativa e as necessidades do mercado e dos consumidores. Com isso, a empresa consegue fugir do risco de se tornar obsoleta e acabar perdendo valor, ou comprometer a imagem de sua marca. Ou seja, falamos de uma postura que só tem benefícios.

Entendendo por que vale a pena

No intraempreendedorismo, tanto a empresa quanto o colaborador saem ganhando. Veja só!

A empresa retém talentos

Essa já é uma regra antiga para o ambiente corporativo: se não se sentir valorizado, o funcionário tende a buscar outra colocação. E a alta rotatividade (turnover) do quadro de pessoal nunca é uma boa notícia para a empresa. Gera um clima de instabilidade e insegurança, provocando uma queda temporária de produtividade. Por outro lado, exige investimento de tempo, dinheiro e dedicação para a contratação de um novo colaborador.

Por isso, dar oportunidade para que esses talentos possam empreender no seu próprio ambiente de trabalho passa a ser uma estratégia de motivação. Além de reter os talentos, também é possível otimizar processos, melhorar o desempenho organizacional e, até mesmo, evitar o surgimento de novos concorrentes.

O intraempreendedor conta com uma estrutura pronta

Quando trabalha em uma empresa já estabelecida no mercado, o intraempreendedor já conta com a estrutura necessária para colocar em prática suas ideias de negócio ou processo. Ou seja: ele se torna um empreendedor sem precisar abrir uma empresa nem assumir os riscos que advêm dessa decisão.

 

As características de um intraempreendedor

Atingir esses resultados tão positivos, porém, não depende apenas de estabelecer uma cultura organizacional que fomente o intraempreendedorismo. É preciso, também, ter olho vivo para identificar colaboradores com esse perfil e investir no desenvolvimento das chamadas soft skills.

Um bom começo é analisar cada integrante do time, buscando perceber as características mais diretamente associadas ao intraempreendedor. Veja quais são:

  • Criatividade;
  • Disposição ao risco;
  • Mentalidade orientada para crescimento e resultados;
  • Adaptação a mudanças;
  • Ausência do medo do erro;
  • Desafio ao status quo;
  • Gosto pelo aprendizado contínuo.

 

O intraempreendedorismo feminino

O intraempreendedorismo traz também outro benefício, ainda pouco vislumbrado, mas muito promissor. Ele pode se mostrar como o caminho mais curto – e natural – para acelerar a ascensão de mulheres a altos cargos corporativos, como CEOs e diretoria executiva. Essa evolução, portanto, ajudaria a reduzir uma desigualdade de gênero histórica.

Segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), o índice feminino em cargos de liderança no Brasil ainda é baixo, representando apenas 16%. Outro estudo, o World Gender Gap 2021, do Fórum Econômico Mundial, aponta que seriam necessários 133 anos para que a igualdade de gênero fosse alcançada no mundo, considerando o ritmo em que caminha atualmente.

Ou seja: o percurso ainda é longo, mas o intraempreendedorismo pode se mostrar um atalho interessante para mudar o contexto da desigualdade entre os gêneros e que, ainda hoje, resulta nas mais diversas formas de violência, opressão e desvantagens contra as mulheres.

Quer saber mais sobre o intraempreendedorismo e saber como começar a implementá-lo na sua empresa? Entre em contato com o IAPRENDI e saiba como podemos colaborar com esse processo!