Nos Estados Unidos, as empresárias respondem por 46,8% do total de negócios. No Brasil, são apenas 34% do total dos negócios. Nos EUA a maioria dessas empresas é classificada como pequena empresa, mas geram quase US $ 500 bilhões em folha de pagamento todo ano. No Brasil esse número não chega nem na metade.

E essa situação de baixo percentual de empreendedoras empreendendo, só piora o PIB, como o Brasil. As barreiras de direitos das mulheres acabam não sendo todos alcançados. Assim, esse artigo tem a intenção de mostrar comportamento, importância e o impacto do empreendedorismo feminino na economia brasileira.

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Menos empreendedoras no mundo

Elas ainda são minoria empreendendo no mundo todo. O motivo é que pouco está sendo feito para fornecer mais chances de nivelar as oportunidades.

Em resumo, elas pagam mais juros e acessam menos capital financeiro para crescer. Mesmo quando os números mostram que a taxa de inadimplência é menor que a dos homens. Com isso, os pesquisadores admitem que o preconceito de gênero é o culpado pelas barreiras de crescimento delas.

Há muitas razões para as diferenças em relação ao gênero nos negócios:

  • As mulheres e homens costumam ter diferentes papéis cobrados pela sociedade;
  • Elas sofrem com acúmulo de funções;
  • Cobram continuidade da humanidade, mas não dão espaço para ela ter filhos e trabalhar com flexibilidade;
  • Alto índice de pais que largam seu filhos e não são cobrados por isso;
  • Elas são cobradas para trazer dinheiro e dar atenção, carinho e educação para criança;
O que precisa ser feito

Se há mudança na educação, a riqueza, a família e a situação profissional, serão diferenças que somem. E trago essa urgência de mudar, pois acredito que todo individuo seja único. Homens e mulheres pensam e agem diferente. Há urgência em criar um meio que torne forte as diferenças e respeite os modelos de sucesso distintos. Dessa forma, os papéis dentro de casa, começam a ser feito pelos dois.

A África é lider na atenção às empreendedoras. Mas, mesmo os países mais bem-sucedidos ainda exige liderança, capital e educação. Sem falar na falta de encontrar soluções acessíveis em relação ao cuidado infantil.

Muitos países criaram cotas para acelerar a economia e dar espaço a elas. Isso gerou um aumento do PIB. Antes de conhecer esses países, os motivos e os resultados, não aceitava as cotas. Hoje, entendo que é um plano para que o país saia do lugar sem muitos esforços. Isso mostra que quando um país deseja crescer ele está apoiando as mulheres. Isso gera riqueza para todos.

A razão mais forte para Elas empreenderem

As mulheres estão quebrando o estilo de sucesso padrão. Um padrão que valoriza homens abrindo mão de sua vida familiar. Enquanto, elas cuidam da vida familiar e trabalham. Por exemplo, uma mulher pode ser empresária, mas seu tempo no trabalho é limitado por suas obrigações em casa. E quando ela tem a chance de criar uma rede de apoio para ajudar com as crianças, seu marido não está incluso. Homens são cobrados apenas por trazer dinheiro para casa, enquanto elas são cobradas por trazer dinheiro, cuidar da casa e da família.

Com isso, abrem mão do ambiente corporativo e de sua carreira por flexibilidade de tempo. No Brasil, 78% das mulheres escolhem empreender, após serem mães. O ambiente corporativo ainda compra o tempo das pessoas em vez de resultados. 

Ainda vivemos num mundo ultrapassado. A pandemia mostra a necessidade de investir em ferramentas para mensurar resultados, em vez de vigiar o funcionários. Com isso, surge uma única certeza, elas não vão abrir mão de serem mães.

Estamos deixando de ganhar por não apoia-las 

Elas tendo acesso a oportunidades iguais acrescentam 5 trilhões de dólares a economia mundial. Desta maneira, há muitas oportunidades quando apoiamos o empreendedorismo feminino. IAPRENDIZ*, não faz ideia do quanto está deixando de dinheiro na mesa.

O estudo do IAPRENDI mostra como elas estão empreendendo no Brasil. Dessa maneira destaco um ponto importante do estudo. Desde 2015, elas são mais de 52% de todos os CNPJ abertos no país. Isso muda os próximos anos e como fazemos negócio. Diante disso, no próximo artigo, trago os impactos das mulheres no mundo e no Brasil.

A economia está mudando e o empreendedorismo feminino está acompanhando esse ritmo. Para de criar barreira e faça parte dessa mudança.

Então me diga: O empreendedorismo feminino afeta seu negócio ?

 

*IAPRENDIZ – Pessoa que deseja ou já empreende com a mentalidade de não só gerar lucro, mas de fazer do mundo um lugar melhor.

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Pâmela Ponce

Pâmela Ponce

CEO IAPRENDI

Pâmela Ponce, com sua gestão transformou o IAPRENDI na empresa mais importante do interior paulista para investir no sonho das mulheres empreendedoras com inovação. Atualmente o IAPRENDI começa atender nacionalmente, contribuindo também com a diversidade na liderança trazendo mulheres diferenciadas do mercado para mentorar a comunidade empreendedora. O diferencial do IAPRENDI é trazer conteúdos e experiência que nenhuma sala de aula ensina, esse é o propósito. Pâmela é CEO do IAPRENDI, Diretora do Founder Institute Campinas, Diretora nacional do Female Founder, mentora no programa de startup do SEBRAE, investidora em mais de 20 startups, já escreveu artigos para várias revistas do país e agora será nossa colunista convidada.